sábado, 13 de julho de 2013

Eu Li : Exposição, mimimi e a vida




Sabe quando alguém te diz que vai ficar tudo bem? Acredite, pois sempre fica.

Se eu escrever que é uma questão de tempo estarei sendo mais clichê do que aquelas pessoas que só postam frases de efeito como indireta nas redes sociais, né? Pois então venha cá, chegue mais, preciso te contar uma coisinha: somos todos feitos de clichês amontoados. Alguns disfarçam melhor e tal, mas no final das contas, quando o coração aperta e a boca seca, não tem jeito, somos movidos pela mesmíssima coisa. A loucura. De um jeito mais poético: escravos dos sentimentos que ainda não entendemos direito. E por mais assustador que pareça, o que fazemos com e por esses sentimentos é o que nos faz levantar todo dia da cama quentinha e enfrentar a vida. E as cambalhotas que ela nos faz dar.

Não é fácil para ninguém. Ainda bem, viu? Porque existir não deve ter a menor graça quando você nasce sabendo exatamente o que sente, o que quer e principalmente o que sonha. Quando alguém te obriga também.

Pois eu já mudei de ideia um milhão de vezes. E as redes sociais (sim, elas de novo!) estão aí para não deixar ninguém esquecer disso. É um namoro que não deu certo. Uma foto que eu não deveria ter publicado em 2009 no Flickr. Um desabafo na madrugada que só quem sabia de toda a história deveria ter lido. É oficial: hoje em dia, todo mundo tem um histórico online. Fazer o que? Fechar a cara, cruzar os braços e nunca mais criar conta em uma rede sociais? Na-na-ni-na-não.

Em entrevistas e papos no bar, sempre me perguntam qual é a parte mais difícil de expor minha vida na internet. Aliás, nos últimos dias esse assunto tem sido bastante recorrente.

Eu nunca me importei tanto com essas coisas. Não era um problema, sabe? Acho que porque até outro dia mesmo, minha minha vida era sem graça para caramba e as coisas legais basicamente só aconteciam no mundinho online. Aí o jogo virou e o mundinho online começou a fazer parte da minha vida. Okay. Talvez isso só faça sentido na minha mente.

Essa nova ordem das coisas é meio confusa. Porque eu continuo sendo aquela garota de sempre, aqui, sozinha na frente da tela de um computador, tentando conquistar tudo aquilo que eu sempre quis, mas as pessoas não me enxergam mais da mesma forma. Esse é o ponto. Na internet tudo é muito rápido. Questão de enter. As pessoas estão sempre prontas para julgar e deixar um “comentário construtivo” que mais parece um dedo enorme se aproximando da nossa ferida ou então um me-nota-agora-por-favor. É uma merda quando fazem isso da pior maneira e sem te conhecer, sabe? Sem saber da sua história. Sem ao menos ter tentando prosear antes. Não é justo, eu diria.

Sua mãe sabe que você escreve essas coisas na internet? (disse o gatinho da foto)

Não acho que as pessoas devem se amar o tempo todo na internet (até porque o nome disso é interesse/falsidade e eu não tenho a mínima paciência!), mas acredito que o respeito seja indispensável em qualquer relação. Seja ela online ou não. Não tem olho no olho, mas tem @ na @. No final das contas, dá no mesmo, né? Penso que sim.

Ah, e como eu disse no começo do texto, vai ficar tudo bem. Vai por mim.

Autora : 

Bruna Vieira, nasceu em Leopoldina, interior de Minas Gerais, mas vive em São Paulo desde que decidiu brincar de ser gente grande. Criou o blog aos 15 anos para superar uma desilusão amorosa e através da escrita, descobriu que não era a única garota tímida com o coração partido no mundo. Do blog DDQ